11/01/10

Uma Estrela Cadente...vi-me...vi-te...

                                                                                                                                                                          
Vou ao sabor do vento e o que sinto é como o vento...
não preciso de o ver para o sentir!
Constato assim que o imaginável pode ser conseguido
e, devemos atrever-nos a sonhar!
As palavras estão gastas por entre folhas de cadernos
pelas inúmeras vezes que já foram escritas e, mesmo
assim foram insuficientes para encontrar as respostas
para todas as perguntas.
Demasiado tempo em silêncio fez-me perceber que estou
a perder muito mais do que a ganhar.
Há palavras pelas quais eu não arriscaria a minha vida
sem uma contrapartida suficiente que o justificasse, mas
neste caso já se arrastam muitos dias e muitas noites de
insónia injustificada. Talvez nem te tenhas apercebido
que a minha mente anda constantemente à deriva,
procurando uma decisão...um rumo!
Por isso demoro tanto a optar...dói-me tomar aquela
decisão que implica mudar vidas, tremem-me as mãos
enquanto te comunico uma razão...alienada de tudo e
de todos, quase embriagada pela profusão de tantos
sentimentos, por vezes tão contraditórios.
Se o futuro fosse prevísivel e se conseguíssemos
adivinhar as expressões de revolta de uns e de
satisfação de outros, dirias que mesmo um simples
passo, pode mudar para sempre as nossas vidas!
Por isso é preciso caminhar...porque em cada palavra,
mesmo na mais humilde, há uma alma, um Sonho
cujo único perímetro é não o ter. Mas para cada alma
há também uma palavra!

E as palavras são as missangas dos horizontes
sem fim...lá...onde e quando o
AMOR PERMANECE PARA LÁ DO AMOR!

10/01/10

The Story





Ao escrevê-la, inventei-te, numa escrita
pálida de incertezas certas.
Escrevi uma mão estendida, para poder contar
pelos teus dedos, as vezes que me senti menos só.
Escrevi batalhas, que descansei no teu peito, derrotas
postadas nos teus lábios...
...as histórias repetem-se, as nossas histórias.
I was made for you...

02/09/09

Caminhos...











A um novo rumo chegar











Sentir as amarras
que te prendem no estar












Um bolo de "nós"
no amanhecer











Contemplar a Paz
tão fácil de alcançar














Em teus ramos permanecer
na tua sombra descansar












Minha Primavera a acontecer














Os olhos fechar
por ti me deixo guiar












Até onde nos quiseres levar











Os corpos tímidos a ensaiar
o que poderiam ter sido a Amar











Sentirmo-nos bem alto
e perceber












Que o nosso reflexo
é apenas a vida a acontecer















A ideia iluminada de viver











Num qualquer recanto
à beira-mar










O silêncio fez chegar











Doce melodia a entoar
durante os votos cantar











Esconder-me do teu olhar
Para não ouvires meu pensar










Um sonho aprisionar











Ser livre e voar










No fim da tarde regressar












As saudades matar












Um caminho, um desejo
que se quer percorrer












Os lugares vazios ocupar

01/07/09

Medos
























Porque geramos nós o conflito e nos agitamos,
como se fossemos imortais?
Temos medo de crescer, medo de aprender,
de ver e ouvir, temos medo de dormir, sonhar e acordar.
Temos medo da rejeição, da negação e da aceitação.
Temos medo do mal, do instinto e do desconhecido,
medo das vitórias e das derrotas. Temos medo de
chegar e do partir, de acreditar, medo de sorrir
e até de chorar.
Temos medo da dor, medo da solidão.
Temos medo de dar e receber, medo de nós próprios
e até dos outros.
Temos medo de sentir, temos medo de amar.
Ah...o Amor!
Nunca compreendi que alguém se saciasse de
outro ser...no amor, claro.
Porque o infinito desejo de conhecer exactamemte
as riquezas que o Amor nos traz, de nos ver mudar,
de o vermos envelhecer, onde o mistério e a dignidade
de outrém consiste em oferecer ao EU esse ponto
de apoio, de novas emoções que despontam,
capazes de tocar a parte mais luminosa de nós.
O Amor faz-nos despojar de tudo o que somos,
deixando-nos mais vulneráveis,capaz de uma humildade
que ultrapassa a derrota ou a prece.
Fico fascinada por ver que o Amor se renova na
complexidade dos recursos, das responsabilidades,
das confissões e das frágeis mentiras, dos compromissos
apaixonados, tantos laços que são impossíveis de quebrar
e contudo são tão depressa desfeitos.
Deveríamos de saber abandonar-nos conscientemente
a esta bem-aventurada inconsciência, consentirmos em
ser subtilmente mais fracos, porque o Amor arrasta-nos para
um universo diferente quando o prazer se desenlaça.

Veredicto final:

Quando considero a minha vida, fico apavorada
ao achá-la informe.
A existência dos heróis, aquela que nos contam, é simples:
Aparecem a galope num cavalo branco, lutam destemidos
pela donzela, casam e são felizes para sempre.
A maioria dos homens gosta de resumir a sua vida num
preceito, por vezes uma jactância ou numa lamentação,
quase sempe numa recriminação; a sua memória fabrica-lhes
complacentemente uma existência explicável e clara.
A minha vida tem contornos menos firmes.
Como sucede frequentemente, é talvez o que eu não
fui que a define com maior justeza: boa mulher, mas não
grande mulher; amadora da arte, mas não grande artista;
capaz de pecados, mas não carregada deles.
Ocupei sucessivamente todas as posições extremas,
mas não me mantive nelas; a Vida fez-me sempre deslizar.

Quanto á observação de mim mesma, no meu aspecto
mais profundo, o conhecimento de mim é obscuro, interior,
inexpresso, secreto como uma cumplicidade;
No seu aspecto mais impessoal, tão gelado como as
teorias que eu possa elaborar àcerca do que me rodeia;
emprego o que tenho de inteligência e instinto, para ver de
longe e de mais alto a minha vida, não tenho outros meios,
pois é com estes que construo melhor ou pior, uma ideia
do meu destino de mulher, sem MEDOS,
evitando o único medo; SER SÓ !

30/06/09

Mulher



Eu sinto as lágrimas que se misturam
No teu sangue, os desgostos que respiras,
Despeito, desamor, o pó da seca
Sinfonia do tédio causticante

Dos teus dias...sinto essa alienação
dos teus gestos, a pintura do teu rosto,
a cor das tuas vestes, essa curva
sonora do sorriso um tanto louco,
presidiário da vida desvirtuada,
distorcida, em que de aparência crês

E te absorve, te perde, te desloca...
És o poema mais belo que já li
- Doce criança, misteriosa Coisa
- MULHER !

03/06/09

Descobri o ET que há em mim...


... parti em busca de nada e,
como lhe disse,
encontrei um som;
e é tão, tão raro e especial
encontrar um... e esse som,
que me chegou na
magia e na força das
(suas) palavras, que você
tão bem conhece, ... as que
afinal nos
prendem e assolam,... e
por vezes sufocam....
e que muitas e muitas e
muitas vezes tememos...
e foi ficando perfume;
exagero, poderá pensar;
poderá rir, até, do que vou escrever,
mas acredite
que ainda que estas fossem as nossas últimas palavras,
jamais esqueceria...

e apetece-me dizer ...eyes wide shut...and i see...
Eduardo T

Confissões de Lua...











































Musa minha, és cúmplice de meus
desejos, solidária na minha dor,
testemunha das minhas vitórias
serena nas minhas derrotas.
Contigo falei, ri e chorei quando
a minha confiança acentava em
alicerces de madeira, para se
desmoronarem no pranto da minha
alma. Foste a amiga, aquela que por
momentos a compreensão se esforçou
por ultrapassar a Humanidade.
Contigo admiti que eu, tal como
todos os seres, temos medo dos
nossos demónios quer lhes resistamos,
quer se lhes abandonemos,
esforçamo-nos por aviltar o seu prazer,
afim de lhe tirar o poder quase terrível,
ao que sucumbimos no nosso estranho
mistério em que nos sentimos perdidos.
Ambas concordámos que, de todos os
jogos, o Amor é o unico que perturba
a alma, o único também em que nos
sentimos terrivelmente derrotados.
Ficamos perplexas ao assitirmos às
suas pobres confissões, das frágeis
mentiras, dos compromissos
apaixonados, tantos laços impossíveis
de quebrar e, contudo, tão depressa
desfeitos.
Rimo-nos das contrariedades deste jogo
misterioso, que vai do amor de um corpo
ao amor de uma pessoa e, que nos parece
suficientemente belo para lhe consagrar a
maior parte da minha vida.
Ouvi-te segredar-me:
- As palavras enganam, visto que esta
-prazer-esconde realidades contraditórias,
compõe ao mesmo tempo as noções de
tepidez , doçura, intimidade dos corpos,
no ponto em que o secreto e o sagrado
se encontram e, a violência, agonia e grito,
tal como a corda que o dedo faz vibrar,
não se apercebendo do milagre dos sons.
O amor arrasta-nos para um universo
diferente e, aí tal como noutras coisas,
o prazer consiste em nos abandonarmos
conscientemente a esta bem aventurada
inconsciência, consentimos em ser
subtilmente mais fracos, mais pesados,
mais leves, mais confusos que nós mesmos.
- Onde estás, quero-te a ti antes de mim,
não te vás ainda.
O eclipse foi total.
Eu posso sempre encontrar-me, outras
vezes espanto-me, outras entristeço-me,
neste estricto ajuntamento que me trás
de tão longe a este estreito cantão da
humanidade, que sou eu própria quando
estou contigo.
Sabes amiga, a solidão pode ser fatigante
mesmo quando é sincera; evidências
quase obscenas dos nossos encontros
com o nada, provas de que em cada noite
deixamos de existir.
Maldita insónia, nada és senão a obstinação
maníaca da minha inteligência em
manufacturar pensamentos, séries de
raciocínios, silogismos e definições, face á
minha recusa em abdicar a favor da
divina estupidez dos olhos fechados ou da
sábia loucura dos sonhos.
Lua sábia, ensinaste-me com o teu silêncio
a avaliar a existência humana.
Descobri que só possuo três meios para o
fazer: - O estudo de nós próprios, o mais difícil
e o mais perigoso, mas também o mais fecundo
dos métodos; a observação dos homens, que
na maior parte dos casos fazem tudo para
nos esconder os seus segredos, ou para nos
convencer de que não os têm, pois quase tudo
o que sabemos de outrém é em segunda mão,
e se por acaso um homem se confessar,
defenderá sempre a sua causa; os livros, com
erros particulares de perspectiva que nasce
entre as suas linhas. A palavra escrita ensinou-me
a escutar a voz humana, assim como as atitudes
imóveis das estátuas, me ensinaram a apreciar
os gestos.
Mas entre mim eestes actos de que sou feita,
existe um hiato indefenível e a prova é que sinto
constantemente a necessidade de os pesar, de os
explicar, de dar conta deles a mim mesma.
Existem pessoas com quem convivi, que não
as reconheceria no inferno.
Quanto aos homens, foi a minha
impotência para os defenir, qe me fez por
vezes inclinar para as explicações mágicas,
procurar nos delírios do amor, o que o
senso comum não me dava.
Quando todos os cálculos complicados se
revelam falsos, quando os próprios Poetas
e Filósofos não têm nada mais a dizer-nos,
é desculpável que nos voltemos para a
chilreada fortuita dos pássaros, ou para o
longínquo contrapeso dos astros.
Lua, fictícia amiga, a vida tem coisas boas,
prova que as decisões do esprírito e da
vontade transcendem as circunstãncias.
O verdadeiro lugar do nascimento é aquele
em que, pela primeira vez, se lança um
olhar inteligente sobre nós próprios.

Hoje nasci.
A ti o devo,
Obrigada

27/05/09

Reflexos de ti
















Nunca perguntei nada, mesmo quando eu era
uma criança desarmada, prisioneira daquele colégio,
onde a vida não podia entrar, onde não cabia o mais
leve sopro da minha existência. E, todavia, depois tudo
esteve presente, tudo esteve sobreabundantemente
presente e foi dessa plenitude que nascem todas as
angústias e aflições da vida.
Fui obrigada a formar-me, crescer á pressa, cedendo
ás pressões cegas do meu íntimo, porque todas as
vozes do exterior me foram estranhas e hostis.
Descobri a dívida incobrável da bondade alheia, a
posse dos outros sobre nós, a exigência de que
mudemos de rumo e de feitio, e que o amor
amarrota o corpo.
Descobri o excesso de objectos á nossa volta, os
tapetes que compramos, para tropeçarmos neles.
Descobri o insuportável pipilar das mulheres, e a
obscuridade do mundo urbano tão cheio de nada.
Descobri que a inspiração é volátil.
Pena que as grandes lições de vida sejam forjadas
a fogo.
Provei ainda genorosidades chamadas de Amigos,
capazes de desabar sobre mim tempestades,
trovoadas e bonanças, talvez por isso tenha
aprendido a afeição e a partilha.
Hoje, as noções que ainda não têm nome, são
as mais seguras.
Porque temos nós o rosto a abarrotar exterioridades?
Porque não posso olhar-te e ler no teu rosto o que é
ter de afrontar o mundo inteiro e compôr nessa
superfície tão restrita, um equilíbrio sereno?
Que histórias contará cada sulco que morre na tua
boca, que desilusões rasgadas no teu olhar?
Num altar, manufacturado com quatro tábuas,
descobri-te.
Á janela, uma noite de lua cheia.
A escuridão no interior teimava em ocultar-te,
mas ela espreitava, tão segura de si, espalhando
um jorro de luz, iluminando tão poucos metros,
onde eu nunca pensei serem tantos!
Deitados lado a lado e eu imóvel, á espera que ela
passasse, na timidez dos gestos deixava cair carícias
que por pudor queria esconder.
Abeirei-me por detrás de ti e calculei que do outro
lado estarias á minha espera, violentamente abrasado
pelo desejo. Contentei-me em manter-te a descoberto
repousando a minha face nas tuas costas.
Foi sobre esse plano inclinado que encontrei um lugar
onde ficar, estendida ao longo de ti, num tempo
assustado e infinitamente curioso.
Não sei se alguma vez estive tão consciente da
minha existência, onde tudo o resto perdia valor.
Ela caiu, nossos corpos diluíram-se nas sombras
de nós. Vi-te desenhar pássaros com o sorriso
quando tocaste a parte mais luminosa de mim.
Diz-me, quem te infligiu danos irreparáveis, tu
que patenteias feições humanas e que na tua
elevação te tornas inatingível?
Diz-me o que é isto que por vezes agarramos
nas nossas mãos e outras vezes pomos nas mãos
do destino?
Hoje, vejo no teu rosto, as rotinas do espaço,
devaneios de quem quer viver novamente os
20 anos, perdendo os restos com desimportâncias
da vida, sombras que passam de expressão em
expressão, como fragmentos de um espelho
que já não conheço, reconheço porque vivemos
despertares num espelho de sentimentos capazes
de dominar o mundo.
- Atinjo as regiões do espanto!
Quanto a nós, mesmo me limitando a explicar tudo
o que me vem ao de cima e ferve em mim no meio
das contradições, e mesmo ai, só uma qualquer
divindade sabe se eu conseguria fazer-me entender,
quando o sentido do contexto a mim própria me
escapa.
- Fica no espaço a nossa imagem.

25/05/09

Pedras da minha rua


















Rogério Carmo de djaballa
Marrocos

Gosto de olhar a minha rua
Quando a lua lá no alto me sorri
Porque encontro na minha rua
Deserta toda nua
Os passos que lá perdi
À luz de lua
Passos que lá deixei
Desperdiçados
Passos que me levaram à bruma
À frieza
Passos desorientados
Repassados de incerteza.
Vejo nas pedras da minha rua
Que tanto amei
Sob as estrelas na noite escura
Bocas! Bocas que não beijei
E minha vida de amargura!
E cá do alto ao parapeito
Eu queria lá nas pedras
O corpo estatelar
Porque sinto dentro do meu peito
Um coração a soluçar
E porque não quero
Não quero mais amar!


In Rogério do Carmo
Mafra, 26/2/1954


Esta é a minha Homenagem a
um bom Homem, que tem todo o
meu respeito e todo o meu carinho.
Bem-haja Rogério

20/05/09

Despertar


Deve ser tarde porque os ruídos cessaram, os
da casa, nenhuma luz no corredor, emudeceram
os canos, nem uma tábua da cama ao mudar de
posição, nem atrito dos lençóis entre as minhas
pernas.
Lá fora, os candeeiros iluminam a rua a baixa
densidade que não chegam a banhar reflexos
nos vidros.
Deve ser tarde porque os cachorros desistem
imóveis nos tufos dos canteiros, tão inertes que
se confundem com as pedras. Estou acordada
entre pedras, se calhar uma pedra eu também.
Na rua á esquina, intercepção de duas ruas
que vão dár a lado nenhum, espreita a lua.
Lavanta-se o vento acariciando as folhas das
àrvores que gemem baixinho.
Parece que existem momentos nos quais há
um intervalo de doçura em mim, levantam-me
do chão, sinto um corpo a apertar-me e, dedos
que me desarrumam a cara, isto o espaço de
um instante e eu sózinha de novo. Pergunto-me
se teria sido um indício, não cheiro nem som,
contaram-me as àrvores talvez, ou tão sómente
o meu sonho desperto.
Sorrio, escapando essa parvoíce a que chamam
ternura, que me importa a ternura, importa-me
que os ruídos cessem, os meus, os da casa, os
dos cachorros quando correm atribulados de
desejo, o mundo em resumo. Permitam-me
que envelheça em paz e me sinta viva com os
ruídos que identifico, para serenamente manter-
-me longe dos que julgam que nos perderam e
não nos ganharam nunca. Mantém-te longe e
cala-te, tanto quanto eu me mantenho longe
e me calo.
Hoje não sei o que se passa comigo, não há
uma só veia minha que não estale, esta no
coração por exemplo, daqui a nada rebenta
de embolia.
Silêncio.
E os dentes na almofada a morder recordações,
sussurrar mistérios de baú no interior da alma,
visto que é no silêncio e quando menos se espera
que os baús se lamentem.
No Facho em Dezembro, havia alturas em que o
mar era sereno com uma paz de nuvens em cima
e, que ganas de beijar as pedras, reencontra-las,
senti-las na palma, aproxima-las da bochecha,
oferece-las àquele a quem gostava de dizer tantas
coisas, cacarejar de tolices, intimidade que por
pudor escondi.
Descobri, no que respeita ao horizonte, torna-se
difícil distinguir o céu do mar, não um risco como
de costume, o risco ausente de forma que ímpos-
sivel é saber o sítio em que o céu se dobrava e
começava a onda, em que a espuma a franzir-se
morria na areia brilhante, sem marcas de pés ao
retirar-se e eu, não de braços afastados, pegados
ao corpo numa atitude de entrega.
-Quem não se entrega, desmerece ter Alma.
A minha, não me sai do corpo, protesta fechada e
precisa de espaço para arrumar as desimportâncias
da vida.

- Salpico de azul o negro da noite,
rumo a um novo Despertar.